Chuvas no Piauí ainda levarão um tempo para chegar, mas cada milímetro será valioso

De acordo com ele, as chuvas mais intensas e frequentes só devem ocorrer a partir de janeiro, quando o verão já estiver estabelecido. Até lá, o que se pode esperar são chuvas esparsas, principalmente no sul do estado, que gradualmente se espalharão para o centro e, depois, para o norte ao longo dos meses.Os dados ajudam a compreender a situação: em outubro, a precipitação total não deve exceder 130 milímetros nas áreas mais úmidas do sul. Em novembro, esse volume pode aumentar para 160 milímetros, ainda insuficiente para alterar o quadro de seca, mas o bastante para amenizar o calor. “É uma quantidade pequena, que alivia as temperaturas, mas não resolve a estiagem”, explica Pedro.

A partir de dezembro, a chegada das instabilidades que provocam chuvas deve resultar em volumes mais significativos, variando entre 200 a 230 milímetros no sul e até 160 milímetros no norte e centro do Piauí. Somente em janeiro, com a mudança de estação, as chuvas se espalharão por todo o estado, alcançando médias de até 260 milímetros.

Até esse momento, o clima continuará quente, com temperaturas médias variando entre 22,5°C e 32,5°C, diminuindo gradativamente à medida que o ar se torna mais úmido. Um alívio que aparece aos poucos, indicando a transição para o período chuvoso.

Vale lembrar que “um milímetro de chuva” representa uma quantidade pequena, mas significativa: cada milímetro equivale a 1 litro de água em 1 m², ou cerca de 1 litro em um balde comum. Um lembrete simples, mas poderoso: cada gota conta em um estado que enfrenta o calor intenso e aguarda a chuva. “As chuvas vão chegar, mas de forma gradual, e cada milímetro é importante”, enfatiza o climatologista Pedro Aderaldo.