Os profissionais de enfermagem de Parnaíba, no litoral do Piauí, iniciaram uma paralisacão de 72 horas nesta segunda-feira. O movimento, coordenado pelo Sindicato da Enfermagem (Senatep), é uma resposta à falta de diálogo por parte da prefeitura, que, segundo os enfermeiros, se recusa a conceder reajuste salarial há mais de 20 anos. Em um comunicado, a categoria anunciou que os postos de saúde estarão fechados e os atendimentos eletivos e programados serão suspensos.
Conforme Waldisleia Xavier, diretora do Senatep, a administração do prefeito Francisco Emanuel prometeu discutir as demandas em abril, mas não manteve contato com a categoria, que enviou vários ofícios solicitando reuniões. Apenas após o anúncio da paralisação na semana passada, a prefeitura agendou uma reunião para a última quinta-feira. Durante esse encontro, a prefeitura negou qualquer reajuste para a enfermagem.
“O prefeito afirmou que não haverá reajuste porque já recebemos o complemento da Enfermagem, mas esse complemento é direcionado pelo Ministério da Saúde, e não pela prefeitura. A administração não concede reajuste há mais de 20 anos para nenhum grupo da enfermagem, seja da estratégia de saúde, pronto-socorro ou SAMU. Estamos cobrando isso, pois o prefeito prometeu, em sua campanha, valorizar os profissionais efetivos, mas a enfermagem ficou excluída”, denunciou Waldisleia.
Além do reajuste salarial, a categoria clama por melhores condições de trabalho, atualização das gratificações e, especialmente, a criação de um plano de cargos e salários que seja exclusivo para a enfermagem. Atualmente, os enfermeiros estão inseridos em um plano geral de saúde, e os profissionais exigem uma carreira que reconheça suas especificidades.
“Nós buscamos uma negociação digna e respeitosa. Não é aceitável que um secretário de saúde chame a categoria e afirme que ela não merece reajuste”, declarou a diretora. A paralisação continuará por três dias, enquanto a prefeitura ainda não se pronunciou oficialmente sobre as reivindicações.




Leave a Comment