Novas regras da Fifa impõem multa para casos de racismo no futebol e reforçam punição por W.O
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Penas anteriormente previstas em protocolo de 2024 agora estão no Código Disciplinar da entidade
9 de maio
2025
– 22h44
(atualizado às 23h05)
A Fifa anunciou uma atualização no Código Disciplinar com o objetivo de fortalecer a luta contra o racismo no futebol. O protocolo antirracista de 2024 agora faz parte dessas regras, incluindo aumento de multas e novas diretrizes sobre W.O. para clubes envolvidos em incidentes.
O protocolo estabelece três etapas para relatar casos de racismo durante partidas. O jogador que deseja denunciar um ato discriminatório deve formar um “X” com os braços cruzados. O árbitro, ao perceber a situação, também sinaliza, interrompendo o jogo. Se a discriminação continuar, o juiz pode decidir por uma suspensão temporária, sendo essa a última opção antes de declarar a derrota por W.O. do time envolvido.
Agora, este protocolo faz parte do artigo 15 do Código Disciplinar, reforçando a política. Todas as confederações filiadas à Fifa são obrigadas a implementar o protocolo. Além disso, a Fifa estabeleceu uma multa máxima de 5 milhões de francos suíços (aproximadamente R$ 34 milhões) para casos de racismo em partidas.
A Fifa também permitirá que árbitros e jogadores ajudem na identificação de indivíduos que pratiquem atos racistas, facilitando ações como a remoção do torcedor do estádio. Além disso, a entidade poderá levar o caso ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) se entender que a resposta de um membro filiado foi insuficiente.
“A revisão do Código Disciplinar representa uma mudança significativa no compromisso da Fifa em melhorar sua estrutura regulatória para lidar com a discriminação e o abuso racista, em colaboração com nossas 211 Associações-Membros”, afirmou o presidente Gianni Infantino.
Novidades para o futebol feminino
Além do aumento no número de participantes da Copa do Mundo Feminina, a Fifa reconheceu informalmente a seleção de refugiadas afegãs, permitindo que elas realizem treinos e partidas amistosas sob a validação da entidade.
“Estamos muito orgulhosas de fazer parte da história ao ajudar a Fifa a reconhecer a primeira seleção de refugiadas”, disse Khalida Popal, fundadora da equipe e CEO da Girl Power Organization.
“Aplaudimos a Fifa por permitir que as jogadoras afegãs retornem ao campo, mas ainda espero que possamos formalizar seu reconhecimento”, concluiu.
Segundo Andrea Florence, da Aliança Esportes e Direitos, isso representa um primeiro passo na defesa contínua pelas jogadoras afegãs. “Entretanto, é importante ressaltar que isso não resolve completamente a discriminação de gênero perpetrada pela Federação Afegã de Futebol, que ainda proíbe as mulheres de jogar, e as partidas da seleção de refugiadas não contarão para a classificação oficial”, avaliou.
Na Copa do Mundo de 2027, por exemplo, a seleção de refugiadas afegãs não poderá participar. “É urgente que a Fifa e suas filiadas tomem as medidas necessárias para acabar com a discriminação de gênero contra as jogadoras afegãs e usem seu poder para garantir que mulheres e meninas do Afeganistão não sejam negligenciadas”, argumentou a jogadora Mursal Sadat.
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