Uma campanha publicitária do governo do Piauí sobre o programa “Meu celular de volta” recebeu críticas nas redes sociais por reforçar estereótipos raciais. O vídeo mostra um jovem branco que tem seu celular roubado por dois rapazes negros, terminando com a prisão dos acusados.
Usuários da internet e organizações antirracistas alegaram que a campanha perpetua estigmas contra a população negra, ligando-a à criminalidade de forma automática. As críticas destacam que o material ignora o contexto histórico do racismo estrutural no Brasil e a responsabilidade do poder público em desenvolver narrativas mais inclusivas.
Em resposta, o governo declarou que “o vídeo não possui qualquer conotação racista”. Segundo a administração, a propaganda é inspirada no filme piauiense Ai, que vida, com a participação de atores do elenco original e novos talentos da região.
O programa tem como objetivo rastrear e recuperar celulares que foram roubados ou furtados, através da integração de dados entre a Secretaria de Segurança Pública e as operadoras. Conforme informado pelo governo, esse sistema contribuiu para uma redução de 50% nos casos diários de roubos e furtos de celulares em três anos, tornando-se uma referência nacional.




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